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Conto erótico gay – Entrando na vara do filho da empregada

Desde mais novo, fui criado dentro de casa. Era da escola pra casa e de casa pra escola, ou seja, quase não tinha amigos e passava a maior parte do tempo sozinho. Mesmo que fosse chato ficar sem companhia, a vida não era nada demais e só tinha que brincar e estudar pra ocupar o tempo. Ainda assim, esse ócio durou até o dia em que minha mãe contratou uma antiga amiga dela pra trabalhar na nossa casa como doméstica. Nas primeira semanas a gente começou a conversar e ela se mostrou muito simpática, revelando ser ótima pessoa. No mês seguinte, num dos dias em que ela foi trabalhar, chegou com um filho da minha idade e perguntou à minha mãe se tinha problema dele ficar até ela terminar, já que não tinha ninguém com quem pudesse deixá-lo.

– Claro que pode! É bom que o Erick faz companhia pro Frederico.

Foi assim que eu e Erick nos aproximamos e nos tornamos bons amigos, ao ponto em que já fazíamos tudo praticamente juntos, desde os trabalhos de casa até os banhos de borracha, pedaladas de bicicleta e tudo mais. O principal hábito que desenvolvemos juntos foi o de passar o começo da noite observando as estrelas, deitados na laje que tinha em cima da minha casa. A gente estendia duas toalhas, deitávamos lado a lado e conversávamos sobre qualquer besteira, até pegar no sono. Seguíamos cochilando até um de nós acordar e chamar o outro pra entrar. Isso só era possível porque, como ele e a mãe moravam distante, às vezes acabavam dormindo lá em casa pra não ter que sair no meio da madrugada.

Compartilhamos bastante tempo e, cada vez mais, um sentimento crescia dentro de mim. Quanto mais eu tinha a certeza de que estava me apaixonando, mais me sentia inseguro de contar tudo ao Erick, com medo de sua reação e de como nossa amizade poderia acabar sendo afetada por isso. Outra coisa que mexia muito comigo era como eu ficava diferente quando estava perto dele. Normalmente, eu era o mais medroso da dupla, mas sempre era convencido por ele de que não existia perigo. Exemplo disso foi quando sua mãe permitiu que viajasse conosco e fomos até um sítio de uma tia do interior. Lá, o danado inventou de se pendurar num cipó que ficava sobre um riacho, balançando de um lado pro outro no maior estilo Tarzan.

– Vem logo, Fred! Para de frescura!

Acreditando nele, como sempre, eu esquecia o restante das preocupações e só metia a cara no que quer que fosse, talvez por isso ia me envolvendo mais num clima que imaginava existir entre nós.

– Bora pular a fogueira?

– Tá maluco, Erick? O pessoal tá todo em volta dela.

– E daí? Para de frescura, só vamos!

Diferente de mim, ele tinha mais amigos e era criado um pouco mais solto, por isso era tão corajoso e audacioso, e isso me influenciava diretamente. A gente pulou a fogueira e se queimou, mas tudo virou risada só pelo desafio em dupla.

Ainda que tudo terminasse em diversão, acabou que, de uma hora pra outra, a mãe dele teve que se mudar da casa onde moravam e foram parar ainda mais longe de onde a gente morava. Assim, ela não voltou a trabalhar lá em casa e eu não voltei a ver mais meu primeiro amor. No nosso último encontro, porém, durante a rápida despedida, eu fiz o que achava certo.

– Eu amo você, Erick.

– Também gosto de você, meu amigo.

Ele estendeu a mão, mas dei-lhe um abraço. Os olhos encheram d’água, mas não chorei, ainda assim ele percebeu.

– Para de frescura, Fred! A gente vai ser amigo pra sempre!

E aí me abraçou. O momento pareceu durar pra sempre, mas o que durou mesmo foi o tempo em que permanecemos afastados. A vida segue.

Muitos anos foram passando e a imagem do filho da empregada cada vez mais se tornou instável nos meus pensamentos. Alguns detalhes sumiram, o contato não aconteceu e a vontade só cresceu, mas mesmo assim não parei minha vida por causa disso. Eu havia terminado o ensino médio, então já eram mais de 8 anos que não tinha qualquer notícia do Erick e da mãe dele. Num dia desses qualquer, estava eu de bobeira no facebook quando, sem mais nem menos, encontro uma mulher que muito me lembrou a mãe do Erick, e ainda por cima com o mesmo sobrenome. Intrigado e tomado pela curiosidade, comecei a vasculhar pelo perfil, só pra acabar confirmando que se tratava de alguém da família deles. Passei pelos álbuns e fiquei em choque ao dar de cara com o meu melhor amigo e primeiro amor de infância, mas agora crescido e bem diferente do que havia conhecido. Erick estava visivelmente maior e com um jeito de homem em formação. Uma bem leve marca de barba no rosto rústico, o corpo moreno e meio rígido, como se já trabalhasse e em algum serviço braçal. Um semblante mal encarado que não existia antes. Por mais que o choque tenha ocorrido na minha mente, mais aflito eu fiquei quando percebi que aquelas fotos eram de 4, 5 anos atrás, ou seja, ainda não estavam perto da realidade, ele devia estar com uns 17, 18 anos, igual a mim. Descendo, comecei a ler os comentários, mas nenhum deles se tratava do Erick.

– #CKFAZ18

– tmj ckzãoooo!

– É nóis, cria! mt mídia essa galera!!

Fui passando pelas imagens e ficando cada vez mais impressionado por seu desenvolvimento, ainda que não representassem o momento atual. Numa das fotos, ele segurava um copão de cerveja, algo que muito criticava quando menor. Estava alegre e cercado por uma porção de pessoas também parecidas com ele, como se fosse uma comemoração ou celebração, num churrasco. A bermuda de algodão da Hollister estava meio caída e deixava o elástico da cueca da Calvin Klein de fora. Sem blusa, ele tinha um peitoral em formação e alguns pêlos descendo pelo umbigo, continuando pelas pernas morenas. Chinelos da adidas no pé e os braços pra cima, fazendo um X junto com o restante da galera e revelando duas axilas peludinhas. Pra completar, ainda tinha um bigodinho de safado nascendo bem escuro no rosto. Apesar de ver aquelas imagens, não encontrei o perfil do Erick no facebook. Uma mistura de calor, temor e saudades bateu forte dentro de mim e preferi não mais ver aquilo durante um tempo, seja lá por quais motivos. Havia vivido bastante tempo sem me remoer e martelar a mente nesse garoto, pra chegar agora e começar a me descontrolar.

Outra vez deixei que algumas semanas passassem, mas não me agüentei. Acabei comentando com minha mãe sobre a descoberta que havia feito, aí que o bicho pegou.

– Tem certeza que são eles, Fred?

– Absoluta. Olha!

Mostrei algumas das imagens e ela nem hesitou, ficou toda alegre e sorridente.

– Adiciona logo eles, então! Vamos ver se a gente faz uma visita, arma alguma festa, um reencontro. Que tal?

– Sério!?

– Ué, por que não?

Eu já ficava eufórico só de pensar em encontrar novamente com a primeira referência masculina que tive perto de mim, ainda mais agora, com tanto tempo passado. Por outro lado, lembrava de nossa despedida e da forma como não fui compreendido no meu discurso de “eu te amo” e sentia um certo frio na barriga, pensando que talvez não fosse ser bem recebido. Óbvio que adicionei aquela pessoa, mesmo não a conhecendo, e logo fui aceito. Expliquei por mensagens quem eu era e fui reconhecido sem quaisquer problemas.

– Caraca, como você tá grande!!!

Como se fosse uma armação do destino, antes mesmo deu sugerir um reencontro, a tia do Erick já se antecipou.

– Vem no aniversário da minha irmã, ela vai ficar feliz de ver vocês depois de tanto tempo!

– Quando é?

– Semana que vem, vou passar o endereço!! Mas não conta nada a ela, é surpresa!

De uma hora pra outra o encontro foi marcado. No sábado seguinte, iríamos eu e minha mãe encontrar sua antiga amiga e filho. Pra não falar de mim, que ia rever quem tanto queria depois de anos. As pernas só faltavam tremer de nervosismo, mas não ia perder a oportunidade. A cabeça tomada pelos seguintes pensamentos: e quando chegar lá? E quando nos virmos? Será que ele vai lembrar de mim?

Fomos de carro, ela dirigindo e eu me controlando pra não dar um grito ou abrir a porta e me jogar pra fora.

– Sossega o facho, Frederico! Como você vai falar com o menino assim?

– Não me pede pra ficar calmo que eu já te contei essa história.

Minha relação com minha mãe sempre foi boa, então ainda durante a adolescência eu optei por sair do armário e foi a melhor coisa que fiz. Mais que isso, decidi contar que eu gostava do Erick assim que ela demonstrou interesse em ir ao evento. E me apoiava que fizesse algo quanto a isso, minha mãe sempre foi maravilhosa. A gente levou um tempo na estrada e acabou atrasando um pouco, mas finalmente chegamos no sítio. Antes mesmo de estacionar o carro, a mãe do Erick e sua irmã já vieram nos receber. Pelo que eu lembrava de ambas na infância, parecia que não havia envelhecido um dia sequer, não fosse por alguns fios brancos de cabelo.

– Meu deeeeeeeeeeus! Eu não acredito!!

– Não te falei, menina? Eles vieram!

Ela veio com as mãos no rosto e chorou de felicidade. O abraço delas durou uns minutos e logo ela parou pra me olhar.

– Menino, olha pra você! Agora já tá um homem, Frederico!

– Ah, que isso tia Dora!

Nos abraçamos apertado e logo ela foi nos levando pra dentro, sem soltar de nossos braços. Era muito gentil e ótima pessoa, eu sabia que suas saudades eram sinceras e que ela estava realmente feliz com a surpresa. Fomos andando em direção às mesas onde estava o restante da família e o meu coração começou a acelerar, doido pra sair pela boca. Os olhos percorreram por todos os lados do ambiente e o tempo pareceu acelerar instantaneamente. Em pouquíssimos segundos, identifiquei alguns tios do Erick, um grupo de pagode mais atrás, dois cachorros correndo no gramado de um lado e algumas garotas dançando funk do outro. O que estava faltando? Exatamente, estavam todos ali, menos o Erick.

Tia Dora, a mãe dele, colocou eu e minha mãe sentados numa mesa onde estavam algumas primas e primos que conhecíamos da época em que ela ainda trabalhava na nossa casa. Em seguida entrou pra buscar alguma coisa e sumiu. Por ser uma pessoa simpática, mamãe logo entrosou e engatou uma conversa com elas, enquanto eu permaneci meio que em alerta por qualquer sinal do homem que havia vindo ver. Tia Dora retornou e veio na minha direção, puxando minhas bochechas e sorrindo novamente.

– Menino, ainda não consigo acreditar que cê já tá até de barba! Tá que nem o Erick! Aliás, não sei quem tá maior.

– É sério, tia? E ele, tá por aqui?

Ela fez um movimento com o rosto, como se me indicasse a porta pela qual saiu há poucos minutos. Eu virei e vi uma silhueta enorme saindo das sombras do que parecia ser uma sala, vindo na direção onde estava. O primeiro pé pisou na varanda e recebeu a luz do sol de forma quase que divina. A cor morena brilhou intensa, de forma que nunca havia visto antes. Os negros pêlos da perna foram banhados naqueles fracos feixes luminosos de fim de tarde. O restante do corpo veio rápido e o tempo agora preferiu parar. Eu sabia que aquele homem era o Erick, porque ainda sentia nele alguma coisa que me lembrava a época antiga, talvez fosse o sorrisinho bobo, de moleque, ou então o par de sobrancelhas fortes, que agora mais me intimidavam do que atraiam. O bobo agora era eu, porque a intimidação virou justamente atração. Seu corpo parecia ter completado o processo de desenvolvimento que eu vi nas imagens do facebook da tia dele. Aparentava uns 24 anos de idade, usava uma bermuda dessas molinhas, que parece de jogar bola, visivelmente sem cueca e com um volume de pau balançando sem pudor entre as pernas grossas. Os mesmos pêlos sob o umbigo, porém agora não somente desciam, também subiam por uma fina linha bem no meio do tórax. Um bigode de safado, a barba escura marcada, várias tatuagens pelo corpo e um cordãozão de prata espalhado pelo pescoço e pelo trapézio iminente. Os olhos negros me fitaram e eu me desconcertei todo. Foi aí que veio a pior de todas as sensações: ele simplesmente passou por mim, sem nem falar nada.

Continuei olhando pra porta de onde o Erick veio, completamente incrédulo pelo que havia acabado de acontecer. Por um lado fiquei eufórico com a cena de macho que presenciei, mas fui completamente tomado por um sentimento horrível de vergonha e arrependimento. A tia Dora o puxou pelo braço e o fez dar a volta pra falar comigo, o que me deixou ainda pior.

– Olha o Frederico aqui, Erick!

Ele parou na minha frente, forçou um sorrisinho qualquer e estendeu a mão forte, um relojão num dos pulsos. Suas tatuagens se estendiam, quase que fechando o braço por inteiro.

– E aí, Fred?

Até a voz estava completamente diferente da que eu conhecia. Queria acabar logo com aquilo, então o cumprimentei e tentei sair, mas o puto apertou firme.

– Vocês viviam juntos quando eram pequenos, lembram?

Não respondi, ele respondeu.

– Ah, é, né!? Bons tempos.

Percebi que talvez ele nem se lembrasse e forcei um sorriso. O aperto de mão acabou e alguém chamou tia Dora do lado de dentro. Ela saiu e nos deixou, eu fiquei sem graça e sentei na cadeira que estava mais perto de mim. O Erick me deu uma olhada como se me conhecesse e lembrasse claramente de mim, mas como se nada daquilo ainda realmente importasse. Tirou um maço de cigarros do bolso, acendeu um com o isqueiro e, ainda me olhando, jogou a fumaça no ar. Cada segundo ali só assassinava nossa história e nossos momentos compartilhados, porque contrastava tempestuosamente com tudo que eu conhecia por Erick até então. No passado, ele falava o quanto beber devia ser ruim e como queria que todos os cigarros do mundo fossem destruídos. Afinal de contas, fora essa mistura que levou embora seu pai antes hora. Hoje estava ali na minha frente, um homem, fazendo tudo aquilo que dizia que não ia fazer. Mas por pouco tempo, logo ele foi na direção do pessoal dançando funk e encontrou a própria turma. Fiquei ali onde estava só observando sua nova maneira de se divertir, sem mim. Ele dançava todo solto, sarrava nas garotas, fazia uns passinhos de baile e todo mundo gargalhava. Quando vi que uma das garotas o agarrou e tacou um beijo, desisti de continuar. Peguei algumas latinhas de cerveja e fui dar uma volta pela parte afastada do sítio, longe de toda a barulheira e daquelas pessoas.

Encontrei uma espécie de vestiário vazio, com uma escadinha que levava até uma laje de onde podia observar o restante do sítio e onde estava um silêncio salvador. Estendi uma toalha que trouxe na mochila e sentei, observando as estrelas. Ali, completamente sozinho e acompanhado somente dos ruídos da natureza, deixei que a mente se libertasse de todos os fardos e correntes e comecei a chorar. Não era um choro por ter sido idiota, mas sim pela libertação. Por saber que todo o nervosismo foi medíocre e que não ia conseguir nada, o Erick não fazia essa questão. Fiquei ali por mais de uma hora até a noite cair e quase que peguei no sono. Tirei o celular do bolso e mandei mensagem pra minha mãe.

– Cadê você? Vamos?

Ela demorou uns minutos.

– Já fui pra casa, ué.

– O QUE? E EU?

– Falaram que você ia dormir aí hoje e você até levou roupa. Aí eu voltei kkkkkk

– É SÉRIO? VOCÊ AINDA RI? QUEM DISSE ISSO!?

Mais alguns minutos.

– Teu amigo.

E ficou offline. Mandei mais algumas mensagens pra mostrar que estava muito puto, mas ela sequer as recebeu. Comecei a me ajeitar pra sair, foi aí que ouvi alguém subindo pelas escadas. Virei pra trás e o coração saltou.

– Qual foi, moleque?

Não respondi, só fiquei nervoso e me sentindo idiota outra vez. Por que? Porque estava me permitindo ficar daquele jeito, mesmo sabendo que não ia rolar. Virei de costas pra ele e voltei a guardar as coisas na mochila. Ele veio calmamente até minha direção e passou por trás de mim com aquele corpo largado, parecia que deslizava com os pés descalços de homem sobre o chão cimentado da laje.

– Tu se importa deu fumar aqui de cima?

– A casa é sua.

Terminei de arrumar tudo e fiz que ia sair.

– Ah, mas vai que tu não curte o cheiro da erva.

Travei o corpo. Outra facada. Álcool, cigarro e agora maconha. Virei preparado pra dar um fim, responder alguma coisa em vez de só fugir e me sentir idiota, mas antes mesmo de falar ele já sabia o que fazer. Sentado de costas pra mim, me interrompeu.

– A minha coroa sabe, Fred.

Agora o que travou foi minha voz. Não pela tia Dora saber e permitir, mas sim por ele ter me chamado pelo apelido. Virou só o rosto pra trás e sorriu pra mim, com cara de menino que foge de casa pra fumar escondido. Ainda de pé, não sabia mais o que fazer. Ele tava com a mesma bermuda de antes, só que agora usava um boné pra trás que o deixava com jeito de malandro, as pernas abertas no chão, sentado. Agora sem virar, ele só deu outra tragada no baseado e fez um sinal de “vem aqui” com a mão, sem se importar se eu vi ou não. Meu corpo obedeceu, mesmo eu estando puto. Parei de pé ao seu lado e ele me olhou de baixo, com aqueles olhos negros de lobo, tornando a abrir as pernas.

– Senta aí, pô.

Tomei coragem, respirei fundo e comecei.

– Cara, você tem problemas?

Ele não respondeu, só me olhou e riu debochado.

– É sério! Primeiro tu finge que nem me conhece, agora me chama pra conversar?

– Fred!

– Fred nada, Erick! Tu virou outra pessoa, eu que não te conheço mais. Eu que devia ter te ignorado. Você não é mais nada do que era naquela época, não faz mais nada daquela época, como a gente vai conversar se parecemos dois estranhos?

Ele deu outra tragada e riu ainda mais alto, soltando parte da fumaça. Puto por sua reação, comecei a andar na direção da escada, preparado pra ir embora logo.

– Eu tô te chamando pra olhar as estrelas comigo e tu que tá indo embora, seu puto!

Parei outra vez.

– Tá vendo? E aí, vai falar o que agora?

Não tinha o que dizer. Ele realmente estava certo. Outra vez eu voltei ao seu lado, mas agora sentei no chão, um pouco afastado, destinado a conhecer de uma vez por todas aquela nova pessoa que era o Erick.

– Vai, cria?

Me ofereceu o baseado, mas recusei.

– A gente fazia muito isso quando era menorzão, né?

– Ah, você lembra?

– Claro, moleque!

Um puxão no beck, a tragada e o soltar da fumaça. Seus olhos ficaram vermelhos em pouquíssimo tempo e cada vez mais ele se soltava pra ficar à vontade de verdade. Eu certamente estava ficando na brisa, mesmo sem fumar, só por estar exposto à fumaça da maconha e estar ali respirando. Mesmo que ainda houvesse um certo rancor por tudo que tinha acontecido, fui me deixando fluir por aquela onda e por aquele papo. Precisava transformar os sentimentos ruins em algo que pudesse florescer novamente, não importa como ou no quê.

Sentados ali, o novo Erick conseguiu nos trazer à antiga vibe que possuíamos quando mais novos. E isso foi uma mistura surreal e incoerente de elementos, porque naquela época tínhamos outras mentalidades, éramos outras pessoas, mas ali ele tava fumando e conversando comigo, contrastando imensamente com todo o resto ao redor, no passado e no presente. Pra tentar explicar sem usar metáforas, é como se eu visse o Erick pintando um novo quadro, porém por cima de um antigo. E detalhe: ele pintava a mesma cena, a mesma imagem, só que de um jeito completamente diferente, com outras cores, novos pincéis e maneiras. Eu tinha medo de como seria o resultado final dessa pintura, mas já tinha deixado ele jogar a primeira mão de tinta, então agora iríamos até o final. Na minha mente, tentava encontrar um sentido pra tudo que ele fazia atualmente.

– Você lembra do que falava sobre bebida, cigarro?

– Lembro.

– E por que hoje você fuma até isso aí?

– A vida dá muitas voltas, Fred.

– Não dá não, Erick. Isso é desculpa de quem sabe que tá errado e não tem explicação.

Por mais que eu fosse taxativo e julgador, ele sempre reagia da melhor maneira, sorria com aquele olhar de ruim e isso me deixava numa gostosa sensação de falso perigo. Me sentia conversando com um cara fantasiado de monstro, não sei explicar.

– Pô, Fred.. não dá mesmo pra te passar essa visão. Tu ia ter que viver tudo que eu vivi pra dizer.

– E você acha que eu não vivi?

– Não sei, tu viveu? A minha vida deu várias voltas, meu parceiro. Se a tua não deu, é porque tu parou em algum ponto.

– ..

Não sabia o que dizer ou o que pensar. Me sentia perdido, porque nunca havia visto por essa maneira e pra ele isso era possível. Estava ali me dando explicações que nem precisava dar, poderia ter me ignorado e deixado por isso, mas não, ele se abria, ainda por cima enquanto fazíamos algo que já tínhamos o hábito: olhando as estrelas.

– O que você quer dizer? – perguntei.

– Tu que tem que se perguntar, Fred. Quantas coisas tu já desistiu de fazer por medo?

Ele deu uma coçada na mala e distraiu minha atenção. Chapado de leve, demorei um tempo vendo aquilo, mas ele nem se importou, então eu também não.

– Eu acho que nenhuma.

– Então fuma essa porra aqui.

E me deu o baseado.

– Qu-

– Não, sem conversinha! Só fuma, seu moleque.

Desafiado, tomei o beck e puxei a densa fumaça, mas não sabia tragar e comecei a tossir, porque tentei engolir a fumaça. Ele riu à beça e devolvi o cigarro de maconha.

– Tu tem que entender o seguinte, Fred: eu falava aqueles bagulhos por causa do meu pai, mas ainda não sabia o que era a vida. Meu coroa viveu como quis, a vida foi dele e ninguém teve nada com isso. A vida de geral é assim.

– E hoje.. você sabe, né? O que é viver e tal..

Ainda me recuperava da péssima experiência em tragar, ele deu um puxão e tornou a meter a mão na mala, desviando meu foco. Deu uma pegada tão perfeita que eu vi certinho o piru todo marcado no tecido.

– Eu não sei, ninguém sabe. Mas tamo sempre aprendendo, né não?

Mais próximos, observava sob a clara luz da lua seu corpo escultural e desenvolvido de forma desgraçada para aquele exato momento. Cada detalhe era uma forte ameaça convidativa a tocá-lo, senti-lo. E o que mais fomentava a situação era justamente o fato de estarmos nos redescobrindo a partir de um hábito antigo. Eu notei a tatuagem escrita “DORALICE” em seu ante-braço e também a pulseira com as cores da África no tornozelo e não pude não querê-lo ainda mais. Em sua pintura, o resultado já estava pronto, o quadro estava feito. Eu podia não entender tudo completamente, mas sabia que já havia superado todas aquelas diferenças, pra não dizer que até experimentei a maconha dele, só pra me adaptar à sua sintonia mais uma vez. Travei quando mirei seus olhos entre a fumaça densa que saía do baseado enquanto ele fumava e também a soltava lentamente pela boca.

– Toma.

Passou-me o cigarro.

– Puxa um pouco de fumaça pra boca e deixa.

– Hmm..

– Agora respira fundo pelo nariz e segura.

Obedeci e o corpo esquentou imediatamente.

– Solta, Fred.

Liberei a fumaça e já dei a primeira tonteada, sentindo o ar ao meu redor como se estivesse dividido em camadas.

– E aí?

– Cacete!

– É isso! HAHAAH

Ficou rindo da minha onda e eu rindo junto. Ficamos mais um tempo só nos olhando, ele com aquele semblante de ruindade, desconfiança, mas eu sem qualquer medo, sabia que meu amigo nunca esteve tão mais vivo.

– Tá olhando o que, seu bosta?

E me deu um soco de leve no ombro.

– Eu te quebro, garoto!

– Tenta a sorte!

E lá estávamos como antigamente, se estapeando de verdade, mas na brincadeira. Trocamos uns socos, tapas, até chutes, mas nada sério como sempre. Suados e já ofegantes pelo fato de estarmos fumando, tornamos a sentar na toalha e novamente o encontro de olhares foi inevitável.

-Vô ter que te bater de novo, Fred?

E levantou pra me bater, mas dessa vez não rolou. Sentamos de costas, um apoiado no outro.

– Tô aqui pensando.. tá faltando alguma coisa em você..

Ele riu.

– É sério, sem brincadeira!

E ri. Ele não respondeu. Esperou um pouco e virou-se pro meu lado. Ficou me olhando de rabo de olho e eu sorri. Ele não resistiu e deu uma risadinha sacana, tornando a mexer no pau. Eu o manjei e aí ele simplesmente tirou um pau mole e cumpridinho pra fora, uma grossura média. Deu duas batidas nos pentelhos que vinham daquele umbigo safado e chegou mais pra perto de mim.

– Vem cá, Fred.

Meu coração disparou. Eu tava com a boca seca por ter fumado e não esperei aquilo, por mais idiota que fosse reagir. Mas, além disso, estávamos num espaço aberto, ainda que sozinhos.

– Aqui? Tá maluco!?

Ele botou a mão na minha nuca e foi aí que encontrei a resposta do meu último questionamento. Mais um elemento que conectou nossas diferenças de vida.

– Para de frescura, Fred!

E me olhou com cara de quem havia sacado a própria referência. Isso foi a chave certeira na fechadura.

– Mama esse pau, anda!

Foi me forçando lentamente e não resisti, caí de boca naquele pauzão mole, preparado pra descontar tudo que havia acumulado desde sempre. Ali estavam todas as melhores oportunidades das quais precisava: de estar intimamente com Erick, de saciar minhas vontades em relação a ele, de saciar as vontades dele em relação ao sexo, de compartilharmos mais um hábito novo, e por aí vai. Sentia um leve gostinho de mijo, mas nada que me impedisse de continuar da melhor maneira possível. Ele mantinha a mão sobre minha cabeça, com as pernas dobradas pra cima e meio que forçando o quadril na minha cara, me afogando em pica e também em pentelho.

– Hmmmm.. desde quando tu tá chupando piroca, ein Fred?

De boca cheia, nem respondia. Aquele caralho foi ganhando tamanho e volume, ficando completamente ereto na minha garganta. Ele não era do tipo grossão, era mais cumprido, então entrava fácil, mas também chegava ainda mais fácil ao fundo, dando aquela leve vontade de tossir, só que eu resistia em prol da qualidade da mamada.

– Caralho, que delícia! Hmmmm.

Em pouco tempo entramos num ritmo deu só ter a boca fodida, o safado do Erick mantendo minha cabeça travada. Ali mesmo, no chão de cimento da laje. Ele chegava a levantar, inclusive, só pra meter o mais lá em cima possível, e eu tentava me equilibrar pra não fazer feio.

– Porra, se eu soubesse antes que tu tava um viadinho desse!

E deu um tapão no meu rabo, apertando-o em seguida e o suspendendo, como se puxasse pra si. Isso foi me despertando de uma maneira tão intensa que não sei explicar ao certo. Mas, pra tentar, era como se ele me pintasse do jeito dele num outro quadro, à sua maneira. Estava me moldando do jeito que queria. Tirei a pica da boca.

– Ia fazer o que?

– Ia lá te comer no terraço da tua casa.

E me deu um tapinha de leve em cada lado do rosto. Enfiou dois dedos dentro da minha boca e a alargou de leve, deixando-me ajoelhado. Levantou tranquilo e só encaixou o cacete babado no lugar dos dedos, tornado a foder. Ainda de bermuda, com o pau atravessado pela saída da perna.

– Isso! Ssssssss

E tornava a estocar velozmente, acabando com a minha garganta, mas eu nem tinha tempo de tossir.

– SSSSSSSS! Filha da puta!

Brincava de me usar, revezando tapas em cada canto do meu rosto, às vezes batendo no próprio pau que marcava minha bochecha, como se escovasse minha boca. Quando cansou dessa zoação, abaixou-se por trás de mim sem interromper o boquetão e alcançou outra vez meu rabo, puxando-o novamente pra si. Removeu minha bermuda junto com a cueca e já foi alisando meu cuzinho, que piscou em resposta a seu toque. Ele lambeu o dedão médio e brincou na portinha, botando só um pouquinho. De nervoso, contraí e relaxei outra vez, perdendo logo o controle das minhas pregas e dando a passagem necessária para que o dedo ganhasse mais espaço.

– Isso, viado! Empina aqui, vai! E mama essa porra!

Eu só obedecia. Ele entrou todo e ficou me dedando, indo e vindo, forçando as pregas pelos lados.

– Esse cuzinho tá limpinho, tu já veio preparado, né?

E o pior que não, mas me cuidava. Ele lambeu outra vez os dedos e colocou dois. Brincou mais um instante e logo veio o terceiro. Eu já não agüentava mais, tanto pelo caralho cutucando minha garganta incansavelmente quanto pelo tesão que sentia com o Erick brincando de usar meu cuzinho.

– Posso pegar esse rabão emprestado?

– Claro!

– Pode deixar que não vou devolver escangalhado, tá?

A gente riu.

Erick nem se preocupou em me apoiar na pilastra que tinha próximo de onde estávamos, ele me colocou ajoelhado ali no chão mesmo, posicionou um pézão de um lado do meu rosto e ajoelhou a outra perna. Abriu minha bunda, botou a cabeça do pau na porta do meu cu e foi entrando. Eu senti cada centímetro atravessar o anel elástico das pregas, que por sinal pegava fogo como se fosse dilacerado, mas numa forma deliciosa de luxúria. Quando ganhou direção, o danado só pôs as mãos na lateral das minhas coxas e foi entrando.

– Primeiro eu vou te preparar, moleque.

– É uma boa ideia.

Deu uma risada e bateu com a virilha na pele da minha bunda. Mexeu o quadril pra um lado, pro outro, ganhou espaço suficiente na primeira atolada e ficou cutucando de leve. Eu sentia cada engrossada que aquela piroca paciente dava, como se a gente se comunicasse sem precisar de falar.

– Se prepara, Fred.

Foi saindo lentamente e entrou novamente, mas sem ir ao fundo. Repetiu o movimento e foi aumentando o ritmo, eu só tomando tapa na bunda e tentando me empinar ao máximo. Uma hora tirou o pau todo.

– Tá sentindo esse vazio?

– Tô.

– É o oco que eu vou deixar nesse cu, seu viado.

Cuspiu na cabeça da vara preta, ficou agachado sobre meu corpo e dessa vez fincou com gosto dentro de mim, chegando fundo no meu interior. Eu dei uma trancada feroz e o corpo automaticamente foi pra frente, mas o safado foi mais esperto e me travou com as mãos nos ombros, trazendo-me de volta pra si. Como eu havia dado um impulso brusco, acabou que me dobrei pra trás, quase que levantando de tanto tesão. Foi aí que o impensável aconteceu.

– Vem aqui.

Ainda me comendo, ele puxou meu rosto pro lado com as mãos e tacou o línguão pra dentro da minha boca, sugando que nem um bicho cheio de vontade de foder. Largou o quadril rápido em cima de mim e foi vasculhando minha boca de maneira nervosa, só aí comecei a responder aquele beijão intenso do caralho. Nossas línguas se encontraram e pareceram guerrear, ao mesmo tempo que meu cu não parava de trancar em sua vara que entrava e saía de dentro de mim. A gente suava, minhas pernas tremiam, mas nada daquela putaria ter fim. Pra completar, comecei a ficar de pau duro, a ponto de pulsá-lo violento no ar, e isso acabava me fazendo trancar ainda mais o cuzinho em seu cacetão. A conseqüência disso? Ele ficava mais rígido e maior ali dentro, tomando mais espaço.

– Isso, prende mais, viado!!

Paramos o beijo e ele começou a dar estocadas mais rápidas, como se estivesse perto de gozar. Nossos corpos ficaram separados, unidos apenas por meu rabo e sua piroca e também pelas mãos dele nos meus ombros.

– SSSSSSS!

– Hmmmm! Isso!!!

Ofegar e gemer alto já era impossível de não fazer. O Erick não parava nem na hora de me bater de todos os lados da bunda, deixando cada vez mais marcado o que era seu.

– Vou gozar nesse cu, Fred!

– Faz o que você achar melhor, CK!

Ele deu o mais safado de todos os tapas que já levei no meio da raba e sorriu, mordendo firme a própria boca.

– Então vira aqui pra mim, vira!

Virou meu rosto e ficou me encarando com o semblante de ruim, os olhos de macho perto do ápice. Foi aí que percebi que meu interior havia se desfeito em prazer e eu comecei a gozar intensamente, outra vez piscando na vara dele e a apertando. Foi aí que ele travou todo, pegou impulso e deu a último estocada, abraçado comigo, os braços passando por baixo do meu peito, quase na barriga. O cu encheu de leite quente, em muita quantidade, me dando uma espécie de calor que foi subindo pela espinha e, ao chegar à cabeça, sumiu com a minha visão e com todos os outros sentidos. Não sei quanto tempo se passou.

Acordei com o Erick me chamando. Eu tava deitado de lado sobre a toalha que trouxe, e ele deitado por trás de mim, encaixado comigo.

– Cara..

– Qual foi?

– Onde a gente tá?

– No terraço.

– E quando?

Ele riu da minha pergunta e me abraçou.

– Me belisca, por favor.

Deu-me um beslicão firme e eu lhe dei um tapa na mão.

– Ai!

– Tu que pediu!

Senti a piroca amolecendo e escapulindo pra fora do rabo, seguido de parte do leite que ele havia injetado lá no fundo. As pregas estavam calmas, mas ainda pegavam fogo. Ele me deu um beijão e ficamos ali, só nesse clima gostoso. Pegamos no sono e acordamos antes do amanhecer por causa do frio que fazia, aí fomos pra dentro de casa. Sem o menor problema, o Erick fez questão que eu dormisse na cama com ele, mas até dormir outra vez a gente ficou um bom tempo brincando de se tocar, um explorando o corpo do outro, agora com mais calma. Não sei se tia Dora percebeu ou se mais alguém notou, mas passamos o dia seguinte todo enfiados no meio do mato, explorando os lugares e nos explorando ao mesmo tempo. Pulamos outra vez de cipó por cima de um rio, que nem antigamente, e depois nos jogamos. Tomamos banho, brincamos de luta, jogamos bola e, obviamente, transamos uma porrada de vezes entre todas essas coisas. Eu só fui embora no terceiro dia e porque minha mãe veio me buscar. O Erick fez questão de nos levar até à saída do sítio, eu, ele e minha mãe no carro. Na hora de se despedir, um beijo sem vergonha que me deixou sem graça. E ainda falou no meu ouvido.

– A vida é permissão, moleque.

Piscou o olho e deu tchau pra minha mãe. Saímos dali e ela não resistiu em perguntar sobre todas as coisas que aconteceram, até porque tinha visto o beijo. Mas nem eu ainda havia pensado sobre tudo aquilo, não tinha como respondê-la. Estava imerso em pensamentos e sensações e permaneci assim por um bom tempo.. até convidar o Erick pra ir lá pra casa.

AUTOR: ANDRÉ MARTINS

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